18/05/2009
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Escrito por andrepestana
08/01/2009
Eu, como bom INTP me interesso por várias coisas diferentes como música, tecnologia, psicologia entre outras coisas. Psicologia é o tema desse post.
Carl Jung foi um psiquiatra Suiço que classificou os principais tipos psicológicos e estudou seus padrões de comportamento. Katharine Cook Briggs e sua filha Isabel Briggs Myers criaram um teste baseadas no estudo de Jung com 16 tipos classificados por siglas de 4 letras: I-E, N-S, T-F e P-J. A sigla do meu tipo psicológico indica que sou I de introvertido, N para intuitivo/imaginativo/absorvido em ideias, T para racional/lógico/frio e P para pesquisador/explorador/investigador. Não quer dizer que você seja sempre assim caso esse seja o seu perfil, mas é uma tendência de sua personalidade. Também não significa nenhuma vantagem ter um tipo ou outro, cada tipo tem seu valor. Então, para que serve isso?
Pra quê?
Entender o meu perfil psicológico me ajudou a entender porque me comporto diferente de outras pessoas, porque nem sempre faço o que as pessoas querem, porque me frusto com algumas coisas etc. Depois de descobrir o meu perfil e de algumas pessoas à minha volta eu entendí o que as pessoas esperam de mim e que eu posso tentar mudar a mim, mas sempre terei essa tendência que não muda. Portanto, o que posso fazer é me aceitar dessa forma, tentar melhorar alguns pontos e já que não dá pra mudar como sou, vou tentar me colocar numa posição onde eu seja mais produtivo e que me faça mais feliz.
Abaixo segue o meu resultado:

Faça o teste e comente qual é o seu tipo: http://www.mypersonality.info/personality-types/
Links:
http://pt.wikipedia.org/wiki/MBTI
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Jung
http://www.mypersonality.info/personality-types/
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psicologia | Etiquetado: personalidade, psicologia, teste |
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Escrito por andrepestana
08/11/2008
Na última segunda-feira eu fui com minha esposa ao cinema. Era uma promoção: R$2,00 para assistir filmes nacionais. Haviam boas opções de filmes para assistirmos, mas a maioria das sessões já estavam lotadas. Nos sobrou uma das boas opções: o filme “Ensaios da Cegueira“. O filme é muito bom, melhor do que esperávamos. É um filme sem uma nacionalidade definida. Há várias cenas em São Paulo e outras em Montevideo e Canadá, mas a língua do filme é o Inglês o que causa um pouco de estranheza quando as cenas passadas em São Paulo são faladas em Inglês. Resumindo: o filme usa a estória de uma epidemia de cegueira para falar dos dramas da humanidade como a exploração do homem pelo homem, o horror, o amor, o perdão entre outros. Mas enfim, o que quero dizer é que isso coincidiu com alguns pensamentos sobre minha “cegueira” no início de carreira de desenvolvedor de software.
Eu tinha um pouco mais de um ano de experiência em desenvolvimento de aplicações web quando fui trabalhar numa grande companhia de seguros. A equipe estava crescendo e havia muitos projetos e pessoas com grande experiência. Isso era tudo que eu queria: ganhar experiência trabalhando em equipe com tecnologia de ponta e usando as melhores práticas. Bom, na verdade era o que eu esperava que fosse.
Havia muitos projetos de sistemas a serem desenvolvidos. Mais até do que o número de desenvolvedores. O nosso coordenador então coloca cada desenvolvedor para tocar um projeto diferente, pois “todos os projetos são importantes”. Se todos os desenvolvedores tivessem um nível senior ou ao menos pleno isso não seria um grande problema, mas a maioria dos desenvolvedores tinham nível junior como eu na época. Legal. Você pode pensar: “Isso é bom. Você terá a oportunidade de iniciar um sistema do zero e aprenderá muito com isso” ou “Você está num mato sem cachorro. Irá cometer todos os erros que uma pessoa inexperiente pode cometer e sofrerá muito”. Além disso, a tecnologia Java Server Faces estava nascendo e foi a tecnologia escolhida para ser utilizada no projeto. Eu como não tinha opção gosto de desafios, aceitei aprender JSF e desenvolver o sistema. Bom, é aí que entra a cegueira. Eu havia trabalhado com Struts 1, Servlets e JSP no estágio e não tinha idéia de como trabalhar com JSF. Em outras palavras eu não enxergava o caminho para solucionar os meus problemas e sofrí todas as dificuldades que a “cegueira” num assunto nos traz. Demorei muito para evoluir, pois somente tentava seguir exemplos que encontrava na Internet e fiz muita POG pra resolver problemas que eu tinha. O meu grande erro foi partir para a prática sem estudar a teoria antes. Isso é uma coisa que acontece todo momento com muitos profissionais de informática por causa da pressão que alguns impõem e falta de noção de outros que o fazem. Todos saem perdendo com isso. No meu caso eu acho que pelo menos ganhei meu salário experiência.
Hoje, depois de uns 2 anos de sair desse projeto, voltei a trabalhar com JSF com um pouco mais de conhecimento de como as coisas funcionam, mais experiência e com outros desenvolvedores que já trabalham com JSF. No início tive um pouco de receio por se tratar de JSF, pois tive uma má experiência no passado, mas o trabalho rendeu muito mais. As lições aprendidas foram: “Procure sempre ter uma base teórica sobre as ferramentas que você irá trabalhar. Isso não é tempo perdido de forma alguma.” e “Sites na Internet e exemplos ajudam, mas de quase nada servem se você não sabe o que se está fazendo”.
Muitas vezes os desenvolvedores podem sofrer de cegueira e acabar cometendo erros graves assim como já aconteceu comigo. Em cada assunto novo encontrado sempre será como se estivéssemos numa sala escura, sem visão alguma. Podemos ficar tateando as coisas da sala até achar a saída mais próxima ou procurar o interruptor da lâmpada para enxergarmos a melhor saída. Qual você prefere?
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trabalho | Etiquetado: carreira, cinema, filme, trabalho |
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Escrito por andrepestana